A prática do catfish e seus perigos
Enviada em 23/09/2022
O programa “Catfish” ficou conhecido por fiscalizar perfis falsos nas redes sociais e encontrar casos de enganação, nos quais os indivíduos criavam uma falsa identidade para se relacionar virtualmente. Paralelamente ao programa, a prática da mentira on-line acarreta em diversos danos para as vítimas, dentre eles, prejuízos financeiros e emocionais. Por isso, os praticantes de enganações virtuais devem ser punidos para que a prática seja atenuada, a fim de preservar as vítimas contra esse tipo de fraude.
A priori, o ato da enganação, segundo os especialistas que criaram o programa “Catfish”, tende a priorizar um relacionamento afetivo com o intuito de adquirir confiança. Com isso, os laços criados entre o fraudador e a vítima são utilizados para a aplicação de golpes financeiros. Entretanto, segundo dados da revista “Capricho”, não existem leis contra criadores de perfis falsos. Os episódios de fraude só são levados até a justiça em casos de ameaças. Então, conclui-se que as vítimas estão desamparadas, haja vista que não possuem recursos legais para denunciar a violência emocional sofrida.
Outrossim, a série “Golpista do Tinder” retrata a história verídica de um enganador que usava um aplicativo de relacionamento para atrair suas vítimas. Nesse cenário, as mulheres enganadas por ele, em seus depoimentos, afirmam que ficaram com grande prejuízo financeiro e emocional. Diante disso, é indubitável que os golpistas sejam punidos e responsabilizados por seus atos. Além disso, as vítimas devem receber o suporte emocional necessário.
Portanto, para que a prática do “catfish” seja atenuada, é mister que empresas de poder, como as criadoras das principais mídias sociais, incentivem a análise de perfil por parte dos seus usuários. Essa prática deve ser realizada por meio da criação de conteúdos que auxiliem na detecção de perfis fraudulentos. Nesse sentido, devem ser apresentados os perigos do compartilhamento de dados pessoais e dicas para perceber uma possível enganação, como a ausência de fotos e informações nos perfis. Assim, com o intuito de proteger a população contra os enganadores e preservar a saúde mental da sociedade, casos como o do “Golpista do Tinder” tendem a diminuir.