A prática do catfish e seus perigos

Enviada em 29/10/2022

A globalização, processo caracterizado pela integração econômica e tecnológica entre países, foi importante para a propagação da Era digital no Brasil, ampliando as formas de comunicação. Nesse sentido, muitas pessoas se utilizam da expansão dos sites virtuais para praticar o catfish e enganar milhares de pessoas, podendo causar distúrbios emocionais e prejuízos financeiros. Logo, faz-se imperiosa a análise dessa conjuntura, com o intuito de mitigar o seu perigo.

Em primeira análise, vale destacar o pensamento do filósofo John Stuart Mill, no qual afirmou, em seu livro “Da liberdade”, que o ser humano é soberano sobre o seu próprio corpo e mente. Nesse sentido, a prática do catfish contraria-o, uma vez que consiste na criação de perfis falsos usando fotos e dados de outras pessoas. Esse panorama lamentável impede que muitos aplicativos e sites virtuais sirvam como forma de estimular a construção das habilidades sociais, visto que muitos indivíduos podem sofrer prejuízos emocionais, encontrando dificuldades para se integrarem na sociedade devido à desconfiança e ao medo de serem enganados.

Ademais, vale ressaltar que, de acordo com o FTC (Federal Trade Commission), mais de 21 mil golpes tangentes ao catfish foram denunciados para agências governamentais americanas. Nesse viés, nota-se que muitas identidades falsas na internet podem ser usadas com intenções criminosas, objetivando manipular os indivíduos para adquirir informações pessoais e dados bancários. Desse modo, constata-se os perigos e a necessidade de alertar os cidadãos sobre essa conjuntura.

Verifica-se, então, a importância de amenizar os impactos causados pelo catfish. Para isso, faz-se imprescindível que o Ministério da Educação e da Cultura, por intermédio de eventos em escolas e palestras abertas ao público em geral, promova discussões engajadas sobre a necessidade de não expor informações pessoais na internet e estar alerta na interação com amigos virtuais, a fim de formar indivíduos mais conscientes. Paralelamente, os Estados, por meio de leis e investimentos, com um planejamento adequado, devem estabelecer políticas públicas que auxiliem os algoritmos do meio virtual a identificar perfis falsos, amenizando os impactos do catfish e seguindo o pensamento de Mill.