A prática do catfish e seus perigos

Enviada em 14/06/2023

No quadro “O grito”, do pintor norueguês Edvard Munch, expõe o medo e a agonia refletidos no semblante de uma pessoa. Além da obra, vê-se que no cenário brasileiro atual, o sentimento de milhões de pessoas assolados pelos perigos gerados pela prática do “catfish” é, normalmente, análogo ao ilustrado pelo artista. Diante disso é de suma importância analisar as causas desse problema, dentre as quais a indiligência do Estado e o descaso da população.

A palavra já foi até mesmo adicionada em alguns dicionários de língua inglesa. Ao fingir ser uma pessoa por meio de um aplicativo de relacionamentos, os criminosos têm o anonimato como principal trunfo, pois conseguem promover diálogos que consquistam a confiança da vítima. Com isso, a possibilidade de aplicar golpes fica ainda mais fácil. Os criminosos costumam fingir interesse na vítima para conquistar sua confiança e depois aplicam o golpe, como extorquir dinheiro, vazar fotos íntimas, roubar dados bancários - além de “partir” o coração da vítima

Outrossim, a fragilidade dos usuários do Meio técnico-científico informacional e sua exposição em relação à segurança na “web” se elucida. A série americana nomeada de “O golpista do Tinder” retrata exatamente essa situação, detalhando a história do estelionatário israelense Shimon Hayut que aplicou um golpe de mais de 10 milhões de dólares.

Portanto, que são necessárias medidas capazes de atenuar as ameaças causadas pela atuação dessa fraude virtual. Para isso, é fundamental que o governo promova o combate deste golpe nas redes por meio de campanhas – as quais conscientizarão a população a respeito dos males dessa prática – a fim de evitar o agravamento desses casos no Brasil. Dessa forma, espera-se que os sofrimentos emocionais retratados por Munch delimitem-se apenas ao plano artístico