A prática do catfish e seus perigos
Enviada em 06/07/2023
Durante a idade média, a prática de esconder o verdadeiro eu era comum e até mesmo incentivado por meio dos clássicos bailes de máscara. Nos dias atuais, não se tem conhecimento de tantas festividades deste modelo, entretanto, “personas non gratas” têm-se utilizado daquela prática com uma pitada de modernismo - por meio das redes sociais, e as utilizam para estoquir, enganar, roubar quem puder ser alcançado.
Sabendo disto, é importante se ter atenção com relacionamentos, sejam afetivos ou de negócios, realizados apenas virtualmente. Pablo Picasso afirmou que os computadores são inúteis, pois eles só podem dar respostas. Em outras palavras, aceitam qualquer coisa que se escreve, mesmo que não seja real, de modo que cabe a quem recebe a informação ponderar a veracidade da mesma.
Segundo os noticiários (Rede Globo, Rede Record, SBT), a cada ano que passa, a prática de catfish aumenta exponencialmente e mesmo com o considerável número de avisos, mais pessoas são enganadas a ponto de acreditar que encontrou o amor verdadeiro ou que fizeram um excelente negócio; só que isto, além do prejuízo, pode resultar em morte.
Lamentavelmente, extorsão, sequestro, roubo e morte, podem resultar de relacionamentos virtuais inverídicos. Infelizmente, a maior parte dos resultados negativos destes ataques não são de conhecimento público, pois quando não acontece algo no qual a polícia precisa estar envolvida (sequestro/morte), o sentimento de vergonha impede, na maioria dos casos, a exposição do mesmo.
Em suma, a prática de “catfish” é uma realidade no contexto brasileiro. Para ser reduzida, se não extinta, é necessário a ação conjunta do Estado e da sociedade. Este, por meio do companheirismo - conhecendo com quem se relacionam os parentes, em especial os mais idosos e os mais jovens; aquele, por meio de campanhas de conscietização e projetos de lei que inibam tal prática por meio de consequências punitivas (prisão).