A prática do catfish e seus perigos
Enviada em 26/10/2023
O documentário “O Golpista do Tinder”, mostra a história de Simon Leviev que aplicava golpes com mulheres em sites de relacionamentos, onde se dizia que era filho de um empresário bilionário. Fora da ficção, a prática do “catfish” provoca prejuízos materiais e emocionais às vítimas que caem nos golpes. Nesse sentido, as principais causas que podem levar a esse cenário são o desconhecimento das ações dos criminosos e a falta de ação do Estado para executar punições e esse tipo de conduta delituosa.
Primeiramente, as ações criminosas em sites de relacionamento são pouco evidenciados por parte da população. De acordo com o escritor, Aldoux Huxley, os fatos não deixam de existir só poque são ignorados. Dessa maneira, a persistência das práticas por perfis falsos se dão pelo silenciamento que o tema é tratado nos meios de comunicação. Logo, medidas devem ser acionadas para informar à população.
Ademais, o Estado não possui uma lei específica que enquadre como crime o “catfish”, tonando-se impossibilitado de executar ações punitivas. Para Thomas Hobbes, filosófo, o Estado é responsável por garantir o bem-estar do cidadão. Contudo, encontra dificuldades em exercer ações de natureza penal aos delinquentes, impossibilitando assim seu dever de proteção às vítimias. Dessa maneira, é necessário rever o ordenamento jurídico das práticas criminosas realizadas pela internet.
Nesse viés, é necessário medidas que colaborem com a inserção penal dos praticantes do “catfish”. Cabe ao Estado, por meio do Ministério da Justiça e Segurança Pública, enquadrar na forma da lei, a prática criminosa de perfis falsos que tem o intuito de realizar ações de extorsão, utilizando as policias civis dos estados para assegurar a segurança e o anonimato dos informantes. Com isso, o número de casos tenderiam a diminuir, proporcionando mais segurança no acesso à rede. Dessa forma, o que ocorreu em “O Golpista do Tinder” teria como consequência as ações penais brasileiras.