A prática do catfish e seus perigos
Enviada em 17/07/2024
A expressão “catfish” se refere a um fenômeno digital em que uma pessoa cria um perfil falso para poder enganar suas vítimas, que se apegam em uma ilusão de amorromântico. Por sua vez, a carência e a baixa autoestima dos afetados são as causadoras de sua vulnerabilidade, que, futuramente, pode ser atingida por dois perigos eminentes: o prejuízo psicológico e o isolamento social.
Em primeira instância, a necessidade de suprir um vazio existencial possibilita que os agressores manipulem seus alvos. Nesse sentido, a autora Robin Norwood, em seu livro “Mulheres que Amam Demais”, exemplifica esse caso, utilizando o exemplo de garotas que apresentam a exigência de ter alguém ao lado delas para poderem se sentir completas. Devido a isso, as moças prejudicam suas mentes quando descobrem que seus namorados irreais estão mentindo, o que resulta em um quadro que precisa de terapeuta para poder reverter sua condição. Logo, medidas que permitam estimular essas mulheres a serem felizes sozinhas, sem a obrigatoriedade de existir um homem por perto, podem mudar esse cenário.
Ademais, a perda de confiança durante a descoberta da falsidade do amante pode promover no afastamento do habitante do meio em que vive, em razão do medo de exposição. Sob esse ponto de vista, a cantora brasileira Pitty transmite a ideia, em sua música “Teto de Vidro”, que todos possuem fraquezas, e, uma vez que o criminoso conheça as fragilidades da pessoa iludida, é possível utilizá-las contra ela. Desse modo, em um gesto de autodefesa, o afetado pode se isolar da sociedade em uma tentativa de evitar que seus segredos sejam expostos. Por isso, é desejável que os cidadãos conheçam sobre os perigos do catfish.
Portanto, para contornar o contexto atual, é dever do Estado, a partir de verba pública, disponibilizar profissionais da área da psicologia em instituições de ensino e empresas, com o objetivo de trabalhar a autoestima dos brasileiros, para que eles não desenvolvam um vazio existencial e busquem por outras pessoas para preenchê-lo. Além disso, é responsabilidade do Ministério da Educação, por meio de campanhas, informar a população sobre o fenômeno mencionado, com o intuito de advertir os ouvintes sobre os perigos que o catfish apresenta. Desse modo, as ameças citadas não terão efeito nos nativos informados sobre o tópico.