A precarização do trabalho informal

Enviada em 31/10/2022

Não é novidade que, sob uma perspectiva histórica, a população brasileira é desigual e elitista. A título de exemplo, cita-se os senhores de engenho, proprietários de grandes latifúndios e os escravos, principal mão de obra no brasil durante toda sua colonização. Analogamente, cita-se, portanto, a atual exploração de trabalhadores informais, por meio de condições insalubres e baixos salários, fenômeno conhecido como mais-valia. Portanto, nota-se que a expansão do trabalho informal no Brasil é decorrente de um aumento nos índices de desemprego e, por conseguinte, diminuição de oportunidades trabalhistas.

Em primeiro lugar, é indispensável a menção às classes sociais, estas, como principais entraves do crescimento socioeconômico no Brasil desde os seus primórdios, visto que aquelas menos favorecidas financeiramente têm ínfima chance de ascenção, o que aumenta os índices de trabalho informal no Brasil. Ademais, nota-se que tais grupos não são exclusivos nesta problemática, uma vez que a inflação, bem como seguidas crises econômicas afetaram significativamente todos os grupos sociais, gerando maiores taxas de desemprego.

Não obstante, a precarização do trabalho informal no Brasil é resultante da falta de oportunidades de emprego, originada devido às precárias condições de estudo proporcionadas pelas universidades, o que demonstra uma ineficiência educacional e, concomitantemente, uma formação deficitária dos profissionais, incapazes de ingressar no mercado de trabalho.

Visando a minimização de tal problemática, é essencial a ação do Estado, por meio do investimento em diversos postos de trabalho e, além disso, na formalização do emprego no Brasil, gerando, consequentemente, uma maior estabilidade social. Outrossim, faz-se necessária uma reformulação do sistema educacional em universidades públicas, objetivando uma maior aplicabilidade ao mercado de trabalho. Conclui-se, portanto, que o aumento nos índices de empregos formais é indispensável às melhorias estruturais no Brasil, no que se refere à sociedade, à economia e à saúde.