A precarização do trabalho informal
Enviada em 02/11/2022
A partilha da África foi um movimento imperialista, onde as principais nações divi-diram a África para a exploração de recursos naturais. Visto isso, no Brasil, milhares de empresas tem explorado o trabalhador, principalmente entregadores, com car-gas horárias altas e condições de trabalhos insalubres. Diante disso, é necessário entender a importância de ter a carteira profissional de trabalho assinada e os ma-lefícios do trabalho informal para a sociedade.
Em primeiro plano, a carteira de trabalho deve ser vista como um troféu, uma conquista popular. A CLT, Consolidação das Leis do Trabalho, é a lei trabalhista do Brasil, nela está contida os direitos e deveres tanto do empregador, como do tra-balhador. Visto isso, com a carteira de trabalho assinada, há uma garantia de que o empregado receberá direitos conquistados por décadas — férias, décimo terceiro salário, folgas regulares — assim como, dá a certeza do trabalhador de sua aposen-tadoria, assegurando uma velhice tranquila e justa, além de diminuir a exploração do trabalho, vinda dos grandes empresários.
Outrossim, recentemente o Brasil passou por uma reforma das leis trabalhistas, onde houve uma flexibilização do trabalho. O filósofo Friedrich Nietzsche, diz que a ambição é sempre negativa e que nunca estamos satisfeitos com o que temos, bus-cando sempre mais e acabamos ficando infelizes. Visto isso, a flexibilização do tra-balho, trouxe empregados ambiciosos, que se sujeitam a condições de trabalhos adversas e jornadas de trabalho extensas. Diante disso, o salário maior pode ser um atrativo em um primeiro momento, porém, com a informalidade laboral, direi-tos são perdidos — como Auxílio Doença —, isso obriga o trabalhador a estar sem-pre ativo, mesmo que sem capacidade física para exercer a função, causando risco a sua saúde.
Portanto, é necessário que o Ministério do Trabalho e Previdência fiscalize as precariedades do trabalho e as condições análogas a escravidão no Brasil, também é importante que o Poder Legislativo faça uma contra-reforma da CLT, obrigando o empregador a assinar as carteiras de trabalho de todos os seus funcionários. Só assim podemos evitar que o imperialismo empresarial usurpe direitos fundamentais do trabalhador brasileiro.