A precarização do trabalho informal

Enviada em 01/11/2022

Como se sabe, o alemão Max Weber foi de grande importância no estudo dos fenômenos sociais por suas teorias, principalmente a teoria de burocracia. Para Weber, a burocratização possibilita para os cidadãos formalidade, impessoalidade e profissionalismo, dignificando as relações trabalhistas. Desse modo, é importante relacionar essa questão com a problemática moderna atual de precarização do trabalho informal, assim que, ocorre tanto pela ausência de burocracias trabalhistas necessárias como benéficios e seguridade social, como também pela recessão econômica pós-pandemia.

Primordialmente, vale ressaltar a falta de recursos burocráticos trabalhistas nos trabalhos informais. Uma vez que, durante o período do Estado Novo, o presidente Gétulio Vargas criou a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), que deveria reger hoje a maioria dos empregos dos brasileiros, em contrapartida, grande maioria dos empregados do país não estão registrados e, dessa forma, não possuem os direitos concedidos por Vargas.

Ademais, pode-se discutir a recessão econômica em consequência da pandemia da covid-19. Sob este viés, a necessidade do “fique em casa” trouxe um aumento da inflação e carestia dos produtos, o que impacta diretamente trabalhadores autônomos como vendedores ambulantes. Nesse sentido, segundo dados do IBGE, o número de vendedores aumentou consideravelmente devido a crise, atingindo hoje quase os 2 milhões.

Portanto, se faz necessário medidas socioeconômicas para garantir a resolução da questão. De tal modo, o governo deve juntamente com o Ministério da Econômia, promover uma reforma trabalhista que busque formalizar esses trabalhadores autônomos . Essa ação deve ocorrer em parceria com sindicatos e coperativas de servidores informais para que assim o governo possa tratar o problema com pessoas que realmente são afetadas por ele. Somente assim, será possivel estábilizar o trabalho informal e torna-lo mais benéfico aos milhões de trabalhadores do país.