A precarização do trabalho informal
Enviada em 01/11/2022
De acordo com uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, no ano de 2020, o número de brasileiros trabalhando em empregos informais alcançou a marca de 38,5 milhões. Sob essa visão, é perceptível como essa realidade é um destaque no país, entretanto, é importante analisar sua preocupante precarização no cenário atual, que vem ocorrendo graças às altas taxas de desemprego formal e a ausência de garantia de direitos trabalhistas.
Em princípio, a principal alternativa quando se está desempregado é aderir a esse tipo de economia, já que, embora não exista qualquer constância nos salários mensais, ainda sim é menos negativo do que a falta de renda. Entretanto, com o aumento do número de desempregados no Brasil, o cenário da informalidade fica cada vez mais saturado e, consequentemente, mais insalubre, pois com maior oferta de mão de obra, menos condições de trabalho são suficientes para os prejudicados. Em consonância, A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua afirmou que por trás da diminuição do número de cidadãos sem trabalho em 2012, estava a explosão da quantidade de operários independentes.
Além disso, esse tipo particular de laborioso não tem direito à renda fixa e férias pagas, então é comum que esses indivíduos trabalhem todos os dias da semana, independente de sábados, domingos e até mesmo feriados, já que assim eles garantem o máximo de segurança financeira possível. Todavia, é fato que esse total de horas trabalhadas é um grande problema, visto que esse somatório irá sobrecarregar os trabalhadores e causará grande cansaço e ansiedade, uma vez que não existe outra opção além da atividade incessante. Em concordância com o argumento, o professor de medicina da UFMG, Helian Nunes, confirmou que essa jornada excessiva causa comorbidades na saúde física e mental.
Portanto, é fato que essa circunstância está altamente deficiente e adversa. Logo, é indispensável que o Ministério do Trabalho, responsável por efetivar políticas que garantam os direitos trabalhistas, dê suporte para essas pessoas, por meio do envio de auxílios financeiros mensais condizentes com o tempo profissionalmente ativo, para que eles possam usufruir de alguma garantia e segurança. Desse modo, a precarização desse contexto será minimizada.