A precarização do trabalho informal

Enviada em 02/11/2022

A “Teologia do traste”, vista no exemplar de Manoel de Barros, valoriza as causas esquecidas e ignoradas da sociedade. Fora da obra, ao analisar a precarização do trabalho informal, nota-se que esse ideal não é efetivado, o que potencializa a persistência dessa realidade. Nesse viés, a fim de atenuar os males dessa problemática, é necessário abordar a negligência estatal e, consequentemente, a carência de políticas públicas.

Insta de início salientar, é nítido que a negligência estatal está atrelada a permanência desse imbróglio, na medida em que medidas de a precarização do trabalho ocorre devido a ausência de atitudes do governo para combater essa ineficiência . Sob esse prisma, o conceito de “Mortificação do eu”, do sociólogo Erving Goffman, é possível entender o que acontece no corpo social que induz o indivíduo a ter um comportamento alienado. Tal preceito, afirma que, por influência de fatores coercitivos, o sujeito perde seu pensamento individual e se junta a uma massa coletiva. Desse modo, dentro do contexto do tema em abordagem,evidencia-se que o ser humano, sem perceber é influenciado a estereotipar essa realidade, como algo frequente e normal.

Por conseguinte, percebe-se uma carÊncia de políticas públicas, visto que como mostrado no parágrafo, a negligência acontece devido a ausência de ações que mitiguem esse quadro caótico. Nesse sentido, a “atitude Blasé”, -termo proposto pelo sociólogo alemão Georg Simmel - o sujeito passa agir com indiferença em meio a situações que ele deveria dar atenção, pois ele não percebe que está sendo alienado pelo Estado. Nesse raciocínio, ao analisar o determinismo e o tema em destaque, mostra-se que o sujeito passa a adotar essa " atitude", tornando-se passivo e inerte com o problema.

Depreende-se portanto, que o tema seja combatido. Destarte, o Governo Federal, responsável por política nacionais e abrangentesm,deve ,por meio de subsídios, tal como, financeiros, realizar o fortalecimento do artigo 5, no âmbito trabalhista, determinando um pagamento com valor mínimo e máximo para cada hora, com a finalidade de garantir o bem-estar social. Feito isso, felizmente, a “Teologia” de Manoel de Barros, poderá ser alcançada.