A precarização do trabalho informal
Enviada em 11/11/2022
O personagem Julius da série “Todo Mundo Odeia o Chris” acaba recorrendo a fazer “bicos” quando perde seus dois empregos, em prol de manter financeiramente sua família, já que o mesmo era o único provedor da casa, essa realidade se assemelha a de muitos brasileiros. Nesse contexto, a gravidade do quadro é evidenciada no excesso de pessoas desempregadas e as consequências trazidas pela sua persistência.
Diante desse cenário, é fundamental ressaltar como principal causa da precarização do trabalho informal a falta de investimentos estatais para dar suporte financeiro a pessoas que já estão a um certo período desempregadas e precisam, na maioria dos casos, sustentar uma família inteira. O que torna uma das teorias defendidas pelo expoente filósofo Norberto Bobbio, que viveu no período da Segunda Guerra Mundial, cada vez mais atual, ele afirmava que “O estado se mostra incapaz de fazer frente às demandas provenientes da sociedade ou por ela provocadas”.
Além disso, é importante entender que consequêntemente ao aumento de pessoas autônomas, ocorre também a desvalorização da remuneração, os consumidores do produto ou serviço acabam optando pelo mais barato, causando a instabilidade financeira e emocional de quem os oferece. Dessa forma, por não ser um cargo formal e não possuir registro na CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), o trabalhador informal não tem acesso a nenhum tipo de direto e benefício garantido por lei.
Portanto, compete ao Governo Federal, responsável pela concretização e realização dos interesses públicos, promover políticas que garantam o suporte financeiro à pessoas que já estão a um longo período desempregadas, por meio de leis. Com a finalidade de evitar o excesso nesse mercado, e assim seja sanada a problemática.