A precarização do trabalho informal
Enviada em 09/05/2025
Em sua obra “Em busca da política”, o sociólogo Zygmunt Baumna afirma que “Nenhuma sociedade que esquece a arte de questionar ou deixa que essa arte caia em desuso pode esperar encontrar respostas para os problemas que a aflingem. “Nessa perspectiva, é passível de discussões a precarização do trabalho informal. Desse modo, a negligência estatal e a ausência de criticidade devem ser investigadas para tornar possível o inadiável enfrentamento desse impasse trabalhista e social.
Deve-se pontuar, de início, que o pouco e insuficiente investimento em políticas públicas que fiscalizem a manutenção de direitos básicos e a flexibilização desordenada das leis trabalhistas se dá pelo descaso governamental. Esse flagrante desinteresse se traduz no aumento significativo do trabalho informal, da diminuição de direitos como férias remuneradas, 13º salário e seguro desemprego, além de jornadas longas de trabalho. Esse cenário é reflexo da teoria “Desencantemanto das Instituições”, proposta por Antonhy Giddens que afirma na incapacidade das Instituições, como o Ministério do Trabalho, em lidar e solucionar de forma eficaz com problemas sociais, tal qual a precarização do trabalho e da dignidade humana. Assim, esse frequente descaso poderia ser evitado caso essa área estivesse na agenda de prioridades do governo e recebesse a atenção precisa.
Ademais, a escassa discussão, nas Instituições de ensino, acerca das consequências sociais, como manutenção da desigualdade social, exploração exacerbada da mão de obra, dificuldade em acessar espaços que ofertam lazer e cultura - ausência de férias remuneradas, contribue para a manutenção desse estorvo na esfera social. Sob esse viés, o psicólogo Lev. Vigostky afirma que a intervenção pedagógica, sobretudo no ambiente escolar é decisiva para direcionar o desenvolvimento do sujeito. Nesse sentido, as escolas erram ao não demonstrar e instigar incisivamente a precarização do trabalho informal. Constata-se, a relevância da educação como ferramenta de mudança social.
Portanto, a escola, instituição capaz de promover a tranformação social, crie espaços interdisciplinares, por meio de discussões e atividades de campo. Tudo isso, com intuito