A precarização do trabalho informal
Enviada em 06/11/2022
Segundo o filósofo Karl Marx: “a desvalorização do mundo humano aumenta em proporção direta com a valorização do mundo das coisas.” Ou seja, no contexto da intensificação da crise econômica no Brasil, a classe trabalhadora é sacrificada por via de um aumento considerável no desemprego para que os lucros do capital sejam mantidos. Dessa forma, ocorre a problemática da ampliação do trabalho informal, em que o trabalhador se encontra em uma condição extremamente vunerável, sem nenhuma proteção social ou benefícos garantidos por lei.
Primeiramente, de acordo com a teoria marxista, dentro do modelo econômico-social capitalista a sociedade é dividida entre a minoria que detém os meios de produção e uma numerosa classe trabalhadora que vende a sua disposição para trabalhar. Ademais, a riqueza fica concetrada nas mãos dos capitalistas que contratam os trabalhadores. Dessa maneira, as leis trabalhistas são frutos de um estenuoso processo histórico para a essencial proteção do trabalhador brasileiro contra a exploração ocorrida pela negação de direitos. Logo, férias remuneradas, auxílio de refeição e transporte, décimo terceiro e seguro-desemprego são assegurados por lei.
Consequentemente, as desvantagens do trabalho informal são a falta de renda fixa, desprovimento de acesso a crédito e financiamento e nenhuma perspectiva de futura aponsetadoria. Portanto, a qualidade de vida humana é dregradada de forma escandalosa, pois é impossivel manter a subsistência básica como alimentação, moradia, saúde e descanço.
Assim, é necessário resolver essa problemática reduzindo o desemprego no Brasil. O Estado precisa assegurar o pleno emprego, por meio da criação do Fundo Nacional de Garantia do Emprego, para determinar um plano de estabilidade de preços e desenvolvimento econômico. Desse jeito, as desigualdades sociais serão combatidas e contidas e o bem-estar social será solidificado no país. Então, a classe trabalhadora de Marx assegurará a sua dignidade.