A precarização do trabalho informal

Enviada em 08/11/2022

“Chorou, mas estava invisível e ninguém percebeu o choro”. Nessa passagem da obra “Vidas Secas”, o escritor Graciliano Ramos destaca a indiferença humana perante a sofrimento do outro. É possível associar essa ausência de empatia a dor alheia com a postura de partes dos governantes e da sociedade civili, por exemplo, a precarização do trabalho informal, o que dificulta assim a resolução desse entrave. Por essa ótica é interessante analisar essa questão no país.

De antemão, observa-se que essa precarização é consequência da omissão governamental. Tendo em vista que falta o Estado investir, por exemplo, em na capacitação dos trabalhadores em empresas que sofreram reforma tecnológica. Isso porque uma pessoa pode sentir vontade de prestar um bom trabalho. Entretanto, não saber manusear máquinas industriais tenderia a se configurar como elemento de inibição. Fundamentando-se aos estudos filosóficos de Arthur Schopenhauer para explicar esse fenômeno, constata-se que o indivíduo pode viver em conflito entre os desejos inconscientes e consciência ao funcionamento da realidade.

Além disso, nota-se a omissão diante à precarização do trabalho é configurado como elemento intensificador dessa problemática. Porém, parte dessa sociedade tem apresentado essa postura inerte diante, pois acreditam que são majoritários os segmentos políticos contrários, por exemplo, ao aumento de assistência jurídica para as pessoas que sofrem de trabalho escravo, podendo comprometer, assim a sobrevivência digna destas vítimas. Essa aceitação social vem a fortalecer os estudos da cientista política Elizabeth Noelle-Neumam já que, segundo ela, para evitarem conflitos em grupos hegemônicos, algumas pessoas tendem a fomentar um “espiral do silêncio”, gerando, desse modo a manutenção dos impostos vigentes.

Cabe, afinal, admitir que a precarização do trabalho deve ser superada. Logo, é necessário que o estado promova o investimento, priorizando repasse de verbas para o ministério competente para a capacitação desses trabalhadores, com o objetivo de combater o desemprego. Ademais, é necessário a conscientização social afim de evitar o trabalho escravo.