A precarização do trabalho informal

Enviada em 08/11/2022

A Revolução Industrial inaugurou novas relações trabalhistas que perduram até os dias de hoje. Contudo, não são todos que conseguem conquistar uma vaga na rede laboral da sociedade, surgindo, assim, o trabalho informal como solução. Desse modo, é necessário destacar os motivos e as consequências desse processo.

Nesse contexto, é válido ressaltar os fatores que originam a problemática. Segundo o economista Arthur Lewis, a educação não é despesa, mas sim, investimento para a sociedade. Essa afirmação se relaciona com a dificuldade enfrentada pelos cidadãos com baixo nível escolar na busca por empregos, tendo em vista que, cada vez mais, os empregadores exigem maior qualificação. Consequentemente, por falta de oportunidades, os números de trabalhadores no meio informal aumenta. Destarte, é ilógico pensar que, em uma sociedade dita desenvolvida, a educação seja colocada em segundo plano.

À vista disso, não há como negar as consequências das ações laborais sem vínculo formal. A Consolidação das Leis Trabalhistas, sancionada pelo ex-presidente Getúlio Vargas, assegura direitos à população trabalhadora. Entretanto, operários não registrados não usufruem de tais regalias. Como efeito, vivenciam a instabilidade, se tornando sujeitos vulneráveis às mudanças do mercado, como ocorrido na pandemia do Covid-19. Dessa forma, medidas são necessárias para mitigar o impasse.

Dado o exposto, é notório o resultado do trabalho informal na vida dos indivíduos. Logo, urge a necessidade de o Estado, em parceria com empresas privadas, promover a criação de empregos. Isso deve ocorrer por meio de projetos de obras públicas, além da oferta de programas de qualificação educacional e profissional, a fim de garantir oportunidades ao povo. Assim, as relações trabalhistas oriundas da Revolução Industrial serão benéficas a todos.