A precarização do trabalho informal
Enviada em 08/11/2022
Observa-se que muitas discussões têm ocorrido acerca da precarização do trabalho informal. Haja vista que essa modalidade de emprego não apresenta regulamentações, porém, é uma opção para o desempregado. Isso ocorre devido à irracionalidade e ao silenciamento midiático. Logo, é necessário que medidas sejam feitas em prol da harmonia social.
Em primeiro lugar, conforme o conceito de “Banalidade do mal”, trazido pela filósofa Hanna Arendt, quando uma atitude hostil ocorre constantemente, a sociedade passa a vê-la como banal. Desse modo, isso evidencia a irracionalidade e o descaso dos indivíduos com as condições do trabalho informal, configurando a trivialização da maldade que, para Arendt, ocorre quando há falta de reflexão sobre os males ao redor das pessoas. Nesse sentido, a precarização do emprego não regulamentado acarreta em jornadas de trabalho exaustivas, ausência de direitos trabalhistas, como férias e décimo terceiro salário, por não estar de acordo com a Lei. Além disso, o empregador dá preferência por ofertar esse tipo de serviço visando lucro por não pagar benefícios de acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), gerando normalização do trabalho compulsório.
Em segundo lugar, segundo o filósofo Pierre Bourdieu, o que foi criado para ser instrumento de democracia, não pode ser utilizado como mecanismo de opressão. Nesse viés, a mídia, ao invés de promover debates que ampliem o conhecimento do povo acerca dos problemas do trabalho informal, lamentavelmente, influencia no silenciamento do assunto, já que em redes sociais e programas de Tv não há discussões sobre o tema. Ademais, a importância da divulgação disso é, também, para encorajar pessoas a cobrarem do poder público melhorias no setor, estipulando um máximo de carga horária por dia, por exemplo. Caso não, patrões enriquecerão em detrimento da saúde dos operários.
Portanto, o Ministério do Trabalho, em parceria com as mídias, deve destinar investimentos para desenvolver projetos contra a precarização do trabalho informal. Essa ação ocorrerá por meio de campanhas informativas nas redes sociais, como Facebook. Esse ato terá como finalidade não só reduzir a banalização do tema, como também incentivar discussões sobre o assunto.