A precarização do trabalho informal
Enviada em 09/11/2022
No contexto social do início da pandemia do COVID-19, o entregador de aplicativo, Galo, inaugurou o movimento dos entregadores antifascistas que busca melhores condições de emprego. Nesse sentido, nota-se a necessidade da manutenção da luta no contexto atual, dado que o trabalho informal continua precarizado. Dessa forma, é perceptível que as questões históricas ligadas à romantização do empreeendedorismo promovem a problemática do trabalho.
Sob essa ótica é notavél que as práticas históricas veiculam a precarização do trabalho informal na nossa sociedade. Isso pois, desde a côlonia as relações de poder são fundadas no pensamento individual, o que promoveu à atualidade um déficit nas relações de trabalho. Segundo a filósofa alemã Hannah Arendt, a sociedade moderna normaliza atitudes cruéis. Desse modo, os contratantes de serviços informais não questionam acerca das condições, por conta das relações de superioridade entre patrão e empregado estarem enraizadas no imaginário social. Exemplo disso, a parte da socidade inerte à precarização do trabalho não adere as suas lutas o que os torna invisíveis.
Ademais, as condições de vulnerabilidade do trabalho informal também estão ligadas à ideia romantizada do empreendedorismo. Isso porque, com o aumento do desemprego parte do corpo social migra para a informalidade na falsa noção de independência econômica. Nessa perspectiva, de acordo com Theodor Adorno, as estratégias midiáticas manipulam os indivíduos com o objetivo do lucro. Dessa maneira, o conceito pode ser frisado na atualidade pelo fato da crescente dos ‘‘couchs’’ que ofertam tipos de trabalho autonômo, mas causam dano à seus influenciados. Exemplificando, milhares de trabalhadores são negados aos seus direitos trabalhistas.
Logo, cabe ao Estado por meio do poder Executivo, órgão responsável pela fiscalização de leis, e do Ministério do Trabalho promover a regulamentação dos trabalhadores autônomos os incorporando ao programa público de pequenos empreendedores. Dessa forma, os trabalhadores informais terão seus direitos garantidos e serão estabilizados. Para que enfim, a luta dos entregadores antifascistas proporcione melhorias a essa parcela social.