A precarização do trabalho informal
Enviada em 09/11/2022
Na obra literária “Os sete maridos de Evelyn Hugo”, a protagonista, ainda menor de idade, precisa de dinheiro para sair de casa e, para isso, consegue um emprego informal e precário. Embora seja uma obra de ficção, o livro apresenta características que se assemelham ao contexto atual brasileiro, pois, assim como na obra, a precarização do trabalho informal se tornou comum e cada vez mais nociva. Isso ocorre devido a comportamentos historicamente enraizados aliados à lógica capitalista e a priorização de lucros.
Em primeira análise, cabe observar como a precarização do trabalho informal tem origens históricas da época da escravidão, na qual a exploração do ser humano era normalizada. Nessa perspectiva, o sociólogo Pierre Bourdieu afirma que para superarmos as intempéries da coletividade é preciso compreender a história social da emergência desses problemas. Desse modo, para que o problema da precarização do trabalho informal é um comportamento histórico nocivo que precisa ser compreendido do início a fim de ser solucionado.
Ademais, ressalta-se que a lógica capitalista com a priorização de lucros favorecem à precarização do trabalho informal. Nesse aspecto, o geógrafo Milton Santos, afirma que a sociedade hipercapitalista desencadeou inúmeros e graves problemas sociais, como desigualdade e desemprego, priorizando apenas o lucro. Sob essa análise, percebe-se que o capitalismo, visando o lucro, torna precárias as condições do trabalho informal. Assim, para que melhores condições sejam garantidas é preciso que hajam mais oportunidades de trabalho formal.
Torna-se evidente, portanto, a necessidade de atuação do Governo Federal, orgão responsável pela administração nacional, por intermédio do Ministério do Trabalho, para impedir condições de trabalho insalubres e precárias por meio da fiscalização, garantindo a segurança no trabalho e o direito a carteira assinada. Além disso, cabe as entidades governamentais, aliadas ao Ministério das Comunicações, a divulgação de propagandas que busquem divulgar oportunidades de empregos formais e informações sobre os direitos dos trabalhadores. Dessa maneira, a precariedade do trabalho informal poderá ser superada e casos como do livro “Os sete maridos de Evelyn Hugo” não serão recorrentes em nossa sociedade.