A precarização do trabalho informal

Enviada em 10/11/2022

Na obra Quarto de Despejo de Carolina Maria de Jesus, observa-se que para a sua sobrevivência a autora coleta papéis na rua, um serviço que não garante estabilidade financeira. O retrato da vida dela é também o de milhares de brasileiros, que devido ao desemprego buscam alternativas informais. A substituição de mão de obra humana por máquinas e as desigualdades sociais estão relacionados coma precarização do trabalho sem carteira assinada.

Inicialmente, com o advento da Revolução Industrial no século XVIII, a humanidade vem desenvolvendo novas tecnologias que preenchem serviços anteriormente manuais. Os avanços tecnológicos foram importantes para grandes conquistas, entretanto a maquinização das indústrias e lavouras levou ao desemprego em grande escala, ocasionando a busca por empregos informais que não encontram fiscalização adequada, tornando-se inóspitos.

Outrossim, no Brasil, há uma má distribuição de renda que afeta a vida da população. As regiões mais pobres não oferecem acesso aos direitos básicos assegurados pela Constituição de 1988. Logo, sem a formação essencial, resta aos indíviduos marginalizados os trabalhos que a parcela mais afurtunada não quer, mas necessita que alguém faça.

Portanto, cabe ao governo federal, por meio do Ministério do Desenvolvimento Regional promover uma boa infraestrutura para as regiões marginalizadas, levando o acesso à saúde e educação, para que as pessoas possam se especializar e alcançar serviços seguros, sem depender dos antigos trabalhos manuais, que cada vez mais vem se mecanizando. Além disso, é essencial a luta para a diminuição de contratações sem carteira assinada, para facilitar a busca por direitos dos cidadãos. Para que, assim, Carolina seja a representação do triste passado brasileiro e não mais o presente.