A precarização do trabalho informal
Enviada em 10/11/2022
Consoante o filósofo Aristóteles, o exercício da cidadania se dá quando todos os indivíduos desfrutam de direitos e deveres. Entretanto, ao observar a precarização do trabalho informal, nota-se que o conceito apresentado pelo filósofo está longe de se concretizar, já que, a negligência estatal e a falha na inserção no mercado de trabalho são causas que provocam a persistência do problema.
Em primeiro plano, vale ressaltar que a negligência do Estado fomenta a continuação do impasse, visto que, apesar de ser o responsável pelo bem-estar da sociedade, ignora a situação enfrentada pela população trabalhadora. Nessa ótica, de acordo com o filósofo John Rawls, um governo ético é aquele que atua para erradicar empecilhos presentes na sociedade, porém, ao analisar a realidade do trabalho informal, fica evidente que essa máxima não é efetivada, uma vez que o Estado não atua de forma eficiente.
Por conseguinte, é preciso destacar a falha na inserção no mercado de trabalho como outro fator que dificulta a resolução do entrave. Isso se torna evidente ao perceber o número de pessoas que se formam, porém não atuam em sua área por falta de oportunidade. Nesse sentido, segundo a obra “A República”, feita pelo filósofo Platão, um Estado ideal é constituído na justiça e na execução de condutas empáticas. Entretanto, isso não é cumprido, ao passo que o aumento do trabalho informal tornou-se prova disso.
Portanto, a precarização do trabalho informal deve ser combatida. Para tanto, cabe ao poder público inserir a população no mercado de trabalho de forma eficiente e garantir seus direitos. Isso deve ser realizado através de cursos de especialização e de educação sobre o mercado. É necessário, também, que o governo garanta o bem-estar daqueles que já trabalham de maneira informal, através de uma renda mínima para conseguirem se manter. Só assim o exercício da cidadania será consolidado, tal como previsto por Aristóteles.