A precarização do trabalho informal
Enviada em 10/11/2022
Com o advento da Revolução Industrial, novas tecnologias foram inseridas no âmbito trabalhista, mas também inovações no modo das relações empregatícias. Paralelo a esse fato, evidencia-se, nos dias hodiernos, uma demanda crescente pela qualificação profissonal, ação que restringe os currículos disponibilizados. Nesse viés, verifica-se o aumento do desemprego, o qual favorece os labores informais, que são, em geral, precários. Assim, o emprego com informalidade, é uma consequência não só da falta de trabalho, mas do ensino deficitário.
A priori, é válido ressaltar que a pandemia, causada pelo SARS-Cov-2, tornou-se um dos agentes intensificadores do desemprego, pois, frente às novas medidas sanitárias, diversos segmentos comerciais e econômicos, por exemplo redes de hoteis e agências de viagens, foram temporariamente fechados. Nesse aspecto, houve o fênomeno de demissões em massa, visto que, essa cautela governamental inviabilizou o capital das empresas para o mantimento dos seus funcionários. Com base nisso, a falta de labor propiciou a informalidade dessa prática, em virtude da perda de renda fixa para diversos indivíduos, o qual possibilita a exposição do trabalhador a situações insalubres, nesse caso se evidencia os catadores de lixo à céu aberto, que correm constantemente o risco de contaminações. Segundo a Abrelpe, a exposição, através do trabalho informal nos lixões, tem um impacto prejudicial sobre a expectativa de vida da população maior do que a malária.
Ademais, infere-se que a demanda crescente das empresas por funcionários qualificados e multifuncionais, é um fato preponderante, o qual está ligado ao meio técnico-científico-informacional, de acordo com os preceitos do geógrafo Milton Santos. No entanto, observa-se que as instituições escolares, setor essencial ao desenvolvimento do indivíduo e à preparação do aluno para o mercado de trabalho, apresentam-se precárias, tanto na infraestrutura quanto no sistema metodológico, que propiciam a evasão escolar e a desqualificação.
Portanto, nota-se que o trabalho informal é uma adversidade não só econômica, mas também educacional. Logo, é míster que o Governo promova melhorias no âmbito escolar, como cursos técnicos em todas as escolas públicas e novas estratégias metodológicas para que os educadores incentivem os seus educandos.