A precarização do trabalho informal
Enviada em 10/11/2022
O período colonial brasileiro,no ano de 1530, apresentou a relação entre os senhores e seus escravos, onde o primeiro submetia o segundo a formas de trabalho extremas. De maneira análoga, nós dias atuais ao que tange a questão referente as desumanas condições do trabalho civil, encontra-se uma semelhança com a realidade colonial brasileira no qual a parcela civil menos todada de poder aquisitivo enfrenta situações nocivas a sua vida em função do trabalho informal. Nesse prisma, é percebítivel que a garantia civil a segurança no trabalho é comprometida devido a desigualdade social e a priorização de lucros.
Em primeira análise, é cabível evidenciar o desequilíbrio social como principal propulsor desse impasse. Isso pois, a parcela populacional mais pobre recorre ao emprego informal como uma forma de sobreviver, o que os leva a aceitar situações que violem seus direitos. Diante disso é suprido o conceito de Mildon Santos, sobre as cidadanias mutiladas, onde uma parcela da população possui acesso fragmentado aos direitos fundamentais a todo ser humano. Sob essa ótica, seguindo o postulado pelo geográfo, percebe-se que o trabalho civil torna-se de grande risco para a sociedade em detrimento da quebra de garantias constitucionais. Como efeito, grande parte da população brasileira enfrenta abusos em seus respectivos trabalhos.
Outrossim, convém ressaltar a priorização de obtenção de capital como outra ferramenta para a propagação desse impasse. Já que, os contratantes negligenciam os direitos de seus funcionários para aumentar sua produção de renda. Nesse sentido o filósofo alemão Karl Marks argumenta que as pessoas buscam a obtenção de lucro em função da quebra dos direitos humanos. Seguindo a argumentação do filósofo percebe-se que as empresas impõem condições que afetam negativamente os contratados, tendo como exemplo o aumento da garga horária. Como efeito o trabalho torna-se cada vez mais exaustivo.
Diante disso é notável que a garantia do bem estar no trabalho informal enfrenta problemas. Diante disso, cabe ao sistema nacional de emprego, garantir que o direito dessas pessoas seja efetivado, através de fiscalizações e projetos. Assim, características como as do colonialismo serão apenas história.