A precarização do trabalho informal
Enviada em 10/11/2022
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que a precarização do trabalho informal apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto da ausência de intervenções Estatais, quanto do etnocentrismo do indivíduo. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.
Precipuamente, é fulcral pontuar que a tal problema deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíba tal recorrência. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Assim sendo, é notório a falta de importância do nosso governo, em relação ao sistema de trabalho informal, e é evidente a falta de auxílio do Estado para com essa causa, haja vista não haver ações mais severas para auxílio desta parcela da nossa sociedade. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.
Ademais, é imperativo ressaltar o próprio indivíduo, enquanto integrante do ambiente social, como promotor do problema. Diariamente, na mídia impressa e televisiva, são difundidas notícias de casos de precarização do serviço ocorridos em todas as esferas sociais. Partindo desse pressuposto, é válido pontuar o etnocentrismo exacerbado presente no homem, como característica que ocasiona tal ação, pois, pessoas com esse atributo, tendem a se considerarem superiores aos outros, e, consequentemente, rebaixam e agridem pessoas distintas, nesse caso, a população pobre. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que o preconceito contribui para a perpetuação desse quadro deletério.
Assim, medidas devem ser tomadas pelo ministério do trabalho, por meio de esferar públicas, para que haja uma recoonstrução do trabalho informal, criando novos auxílios e proteção para estes trabalhadores, afim de auxíliar nesta parcela da economia brasileira.