A precarização do trabalho informal

Enviada em 12/11/2022

O livro “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, do autor Machado de Assis, retrata a frase “Não tive filhos, não transmiti a nenhuma criatura o legado da nossa miséria”. Paralelamente, esse posicionamento exposto na obra literária enquadra-se na realidade do Brasil, já que o trabalho informal é rodeado de grandes dificuldades a quem o prática. Nesse aspecto, deve-se avaliar a falta de medidas públicas e, também, a banalização do impasse.

Nesse contexto, destaca-se a deficiência de ações governamentais para combater a problemática. Nesse viés, segundo Rousseau, filósofo contratualista, é dever do Estado manter o bem-estar social. Entretanto, fica evidente que a gestão pública não cumpre sua função corretamente, visto que não há a criação de cursos profissionalizantes, medidas sociais e econômicas para indivíduos fora do trabalho formal. Dessa forma, acarreta ainda mais o desemprego na sociedade e o continuação desse obstáculo.

Em segundo plano, atrelado a isso, a trivialização da precarização do trabalho informal é um impulsionador da questão social. Sob esse ângulo, a filósofa Hannah Arendt, com o seu conceito de “banalidade do mal”, o pior mal é aquele visto como algo cotidiano, corriqueiro. Nesse sentido, as difilculdades impostas nos trabalhadores informais são visualizadas como algo normal, pois a falta de medidas públicas e incentivos privados agravam o quadro de desempregados e, dessa forma, continua a gerar consequências que não são comuns a população.

É evidente, portanto, que o trabalho informal existe suas dificuldades e devem ser analisadas. Dessarte, o Ministério da Educação (MEC), por meio de verbas governamentais, deve criar campanhas midiáticas nos meios de comunicações sociais, por exemplo, redes socias e televisivas. Desse modo, com o intuito de instruir a sociedade para a introdução a cursos profissionalizantes e sociais, para que o indivíduo possa se alavancar no meio de trabalho formal, a fim de desconstruir a banalização da questão social e introduzí-los em empregos formalizados. Posto isso, será possível construir uma nação mais justa, coesa e com um legado diferente do livro de Machado de Assis.