A precarização do trabalho informal
Enviada em 13/03/2023
Durante a revolução industrial os operários trabalhavam em précarias condições: o tempo de trabalho chegava a ser 18h diárias, o salário era muito baixo, e as fabricas eram poços de doenças e acidentes, o que reduzia a expectativa de vida dos trabalhadores. Nota-se que a problemática apresentada ainda percorre a atualidade, o grande número de desempregados no Brasil, faz essas pessoas migrarem para o trabalho informal.
Percebe-se que os cidadões que depende de si mesmo para sobreviver e/ou manter suas famílias precisam se submeter a situações de tarefas difíceis, acordar cedo e dormir tarde todos os dias, sem condições físicas e mentais. Assim como na revolução industrial, o homem ainda passa por condições desumanas, fazendo bicos para viver com um mínimo de dignidade.
Nessa perspectiva analisa-se que no País as pessoas que prestam serviço sem carteira de trabalho assinada, e sem CNPJ, fazem parte dos trabalhadores informais. No dia a dia domésticas, vendedores ambulantes, motoristas de aplicativo, feirantes, são exemplos de sujeitos que se sacrificam todos os dias para resistir as dificuldades, recebendo baixas das remunerações, se alimentando mal, e sem benefícios sociais. Pesquisas mostram que essa é a realidade de 43% da população brasileira, de acordo com a consultória iDados.
Portanto é necessário gerar oportunidades de aprendizado e formação para a população, juntamente com oportunidade de emprego formal. Assim cabe ao Governo Federal, ao Ministério da Educação, e ao Ministério do Trabalho, garantir o acesso dos brasileiros nas escolas, nas faculdades, e no mercado de trabalho. Tal ação deverar ocorrer a partir de um Projeto Nacional de Incentivo a educação e a formação, o qual irá articular em parceria com os municípios, cursos de especialização em diversas áreas, para os desempregados, com a finalidade de fazer com que todos tenham oportunidades e uma vida digna.