A precarização do trabalho informal
Enviada em 02/08/2023
Sob tal prisma, é possível notar que a principal causa para a perpetuação da precarização do trabalho no Brasil é o déficit educacional. De acordo com o sociólogo Florestan Fernandes, “um povo educado jamais aceitaria as condições de desemprego e miséria como as que temos”. Infelizmente, a falta de um sistema educacional de qualidade não é tratado pelo Estado como um problema a ser superado, mas como uma estratégia de dominação, já que é mais rentável educar a população para ser mão de obra do que para ser intelectualizada. Como consequência, esse problema tem perdurado com o passar dos anos, colocando milhares de brasileiros em situação de vulnerabilidade. Logo, a educação é uma das vias mais efetivas para combater a precarização do trabalho nos dias atuais.
Ademais, a má qualidade educacional e, consequentemente, a continuidade dos subempregos, geram a naturalização de um ciclo econômico pautado na persistência da desigualdade. De acordo com o historiador Caio Prado Jr., devido a herança colonial do país, a sociedade acabou sendo formada por bases frágeis. Em sua maioria, foi composta por descendentes de escravos que foram transformados em força de trabalho e em cidadãos de segunda categoria. Como resultado, grande parte da população acostumou-se a viver em péssimas condições de trabalho. Desse modo, torna-se evidente a necessidade de criação de políticas públicas que corrijam o cenário atual em que se encontra o trabalhador brasileiro.
Portanto, medidas devem ser tomadas a fim de combater a precarização do trabalho no Brasil. Dessa forma, cabe ao Ministério do Trabalho e ao Ministério da Educação mobilizarem secretarias estaduais e municipais para criarem uma ação conjunta em prol do país.