A precarização do trabalho informal

Enviada em 24/02/2023

Manoel de Barros, grande poeta pós-modernista, desenvolveu em suas obras uma “teologia do traste” cuja principal característica reside em dar valor a situações frequentemente esquecidas ou ignoradas. Seguindo a lógica Barrosiana, faz-se preciso valorizar a precarização do trabalho informal, assunto estigmatizado por parte da sociedade. Nesse sentido,para mitigar os males desta temática, é importante analisar a falta de apoio governamental e as rotinas desumanas desses trabalhadores.

Diante desse cenário, destaca se o descaso governamental com esses trabalhadores. Segundo o cantor Emicida “O Brasil tem um governo que segue a cultura do esquecimento”. Nessa lógica, a população que está começando o trabalho informal não recebe nenhum auxíli, mesmo sendo fundamental para a economia. essa situação é grave por que um estado que não apoia quem beneficia sua economia entra em crise. É preciso tomar atitudes para guarda esse quadro imediatamente.

Outrossim, as rotinas desumanas que esses trabalhadores enfrentam também contribuem com o retrocesso do trabalho informal. A título de ilustração, no programa Fantástico foi emitida uma matéria sobre o protesto de motoboys que passaram horas buzinando na casa do homem que agrediu fisicamente verbalmente o entregador em horário de serviço. infelizmente esses casos são comuns por esse tipo de emprego ser definido no imaginário social como inferior. Desta maneira, torna-se imprescindível solucionar esses paradigmas para alcançar um Brasil melhor.

Portanto, urge que o Estado - na condição de garantidor dos direitos individuais - tome providências para melhorar a qualidade de vida do trabalho individual por meio da contratação de fiscalizadores, a fim de catalogar todo auxílio que essas pessoas precisam para atingirem seus objetivos em um ambiente não precário e colocar em prática a partir de bolsas de investimento. Assim será criado um país melhor.