A precarização do trabalho informal
Enviada em 26/03/2023
Com a pandemia da covid-19, inúmeras empresas tiveram que demitir seus funcionários, o que trouxe um grande desemprego no Brasil. Por conta disso, a sociedade brasileira necessitou buscar outros meios de se sustentar, tal como os Gig Economy, também conhecido como trabalhos informais. Porém, apesar de ser uma oportunidade, essa informalidade pode gerar sérios prejuízos futuramente para os trabalhadores e até para o país.
De acordo com Trebor Scholz, autor do livro Uberexplorados e Sub-remumerados, as tarefas da economia dos serviços precarizados são, muitas vezes, temporárias, precárias e imprevisíveis. Já que não possuem um valor fixo de salário, como também, não possuem direitos trabalhistas, isto é, férias remuneradas, aposen- taradoria, entre outros benefícios. Tudo isso torna difícil a criação de planos para o futuro. Ainda mais, por terem um ganho variável, muitas vezes o consumo de compras maiores é dispensado, por conta da insegurança do comprador. Por conseguinte, atrasa o desenvolvimento econômico. E se a economia não cresce, as empresas não conseguem contratar e mais pessoas ficam desempregadas, se tornando um ciclo vicioso.
Por outro lado, as empresas que trabalham em plataformas digitais, como Uber e Ifood, são as que mais influenciam no aumento dos trabalhos informais. Segundo o IPEA, o Brasil possui certa de 1,4 milhões de trabalhadores inseridos na Gig Econo- my, que é o termo utilizado para se referir aos serviços sem carteira assinada. Isso mostra que muitos brasileiros não possuem garantia da legislação trabalhista e como essas empresas não se responsabilizam pelos seus funcionários, acaba afetando a vida e segurança dos trabalhadores, e o Estado também não se compromete, estes estão duplamente desprotegidos.
Logo, medidas devem ser tomadas para resolver esse impasse. Como a obrigação,
dessas organizações a se responsabilizar pelos seus funcionários, tornando o tra- balho registrado e com direitos do trabalhador. Por meio de uma lei criada pelo Congresso Nacional. Além disso os sindicatos devem fazer planfetagem para incen- tivar e concientizar as pessoas que fazem esse serviço precarizado a buscar seus direitos e garantir sua segurança de vida para o futuro através de greves.