A precarização do trabalho informal
Enviada em 13/03/2023
O trabalho autônomo ganhou nova cara com a pandemia. Milhares de empregos foram perdidos e surgiram algumas opções de renda rápida e sem quase nenhuma exigência: entregadores de comida, motoristas de aplicativos, vendedores ambulantes se proliferaram como nunca. O que ocasionou condições de trabalho precária.
Motoristas de Uber e 99 relatam assaltos e violência de passageiros diariamente. Entregadores de comida lidam com roubos de motos e ofensas de clientes. Fora os vendedores ambulantes, que constantemente perdem suas mercadorias por estarem em lugares públicos sem permissão de venda. Humilhação não amparada pela CLT, já que ele cobre só os trabalhadores formais.
Segundo o Instituto Brasileiro de geografia e estatística (IBGE), em 2021, 40% da população de ativa estava na informalidade, ou seja, 38 milhões de brasileiros sem direitos trabalhistas. O que causa piores condições de higiene, segurança e resguardo da lei se o trabalhador adoecer. Porque muitos não têm nem um plano de previdência privada.
Dessa forma, reduzir trabalhadores autônomos requer atuação eficaz do poder público. Investimento em educação de excelência, com cursos técnicos; simplificação dos tributos trabalhista, facilitando a contratação dos empregadores, pode ser uma alternativa de um problema