A precarização do trabalho informal

Enviada em 09/06/2023

De acordo com os dados registrados pelo IBGE, o número de trabalhadores informais no Brasil teve um alto crescimento nas últimas duas décadas, resultado do aumento do desemprego e da diminuição de empregos com carteira assinada. Por consequência, ocorreu uma diminuição da qualidade empregatícia, especialmente no trabalho informal, o qual teve uma grande expansão com os diversos avanços tecnológicos. A maior parte dessas precarizações chegou com as plataformas de entrega e transporte , que chegaram com a popularização da internet e até mesmo com uma considerável flexibilização dos direitos uma vez garantidos para os trabalhadores.

A internet é uma ferramenta que trouxe vantagens e desvantagens, mas suas desvantagens acabam por se tonificar quando as necessárias regulações por parte do governo são ausentes, sendo um ótimo exemplo as próprias condições de trabalho em plataformas que utilizam esse novo método de comunicação para empregar, de forma simples, centenas de milhares de brasileiros por todo o país. Baixa remuneração e nenhum tipo de direito trabalhista, são elementos principais do trabalho informal moderno, sendo comumente observados por todas as áreas.

Na era moderna contemporânea, o que se seguiu foi uma diminuição da busca de direitos por parte dos trabalhadores, além de uma perda de força dos sindicatos trabalhistas, os quais sofreram os sintomas da era computadorizada/ robótica que acabou substituindo, em várias áreas, a mão de obra humana. Esse relaxamento se estende para o informal, o qual já sofria de uma ausência considerável de direitos por causa da constante falta de preocupação governamental por parte do assunto, passando a sofrer ainda mais após a sua degradação ainda maior na atualidade.

Com isso, se conclui que, é necessária uma regulação e formalização dos trabalhos informais trazidos pela quarta revolução indústrial por parte do Governo Federal, dando mais espaço aos sindicatos ao cooperar com a criação de novos direitos trabalhistas e a própria busca por regrar as plataformas digitais e obriga-las a praticar tais direitos, com o intuito de diminuir a exploração dos empregadores sobre os empregados, agindo assim de maneira similar a vários projetos do gênero que entrarão em vigor na União Europeia nesse ano de 2023.