A precarização do trabalho informal

Enviada em 06/09/2023

É notória a forma como a sociedade brasileira obstaculiza a resolução da precarização do trabalho informal. Segundo o livro “A Espera de um Milagre”, do escritor americano Stephen King, John, o protagonista da trama, conforma-se e aceita morrer por um crime que não cometeu. Do mesmo modo, as condições precárias de trabalho mantêm-se invisíveis na esfera social, justamente por diversos trabalhadores se habituarem a tal problemática. Nesse sentido, cabe destacar uma causa e um efeito advindos desse óbice, que são: a carência de investimentos educacionais e a desigualdade social.

Em primeira instância, faz-se necessário pontuar que os ínfimos recursos educacionais, somados à adaptação dos trabalhados a essa conjuntura nefasta, propiciam esse cenário de inópia trabalhista. Nesse sentido, cabe destacar o livro “Eu sou Malala”, da ativista paquistanesa Malala Yousafzai. Essa obra ressalta o poder da educação e dos investimentos nessa área, pois em meio aos ataques terroristas no país da autora, ela nunca desistiu de buscar melhores condições para a sua existência e a de sua família, mediante às bolsas de estudo que conseguiu. Desse modo, é perceptível que a carência de uma educação qualitativo influencia diretamente nas ações dos indivíduos, em que muitos, acostumados com a precariedade e desassistência, ao não receberem incentivos pedagógicos e financeiros, nem sequer concluem a educação primária. Por isso, muitas pessoas sobrevivem com trabalhos inconsistentes, arriscando suas vidas, em razão da falta de especialização e do estímulo, que não foram garantidas pelo sistema educacional e que não foram e exploradas pelos próprios empregados.