A precarização do trabalho informal
Enviada em 29/10/2023
De acordo com a mitologia grega, Pandora era uma mulher que carregava uma caixa que contia os piores males, a qual acabou abrindo por indisciplina, liberando todo o mal ao mundo, deixando presa apenas a esperança. Nesse contexto, o mito interage com a contemporaneidade, à medida que a população vivencia as consequências do trabalho precário. Desse modo, pode-se apontar a negligência estatal e o silenciamento a respeito do tema como contribuintes do empecilho.
Em primeiro plano, o descaso com as questões trabalhistas corroboram essa problemática. Segundo o filósofo polonês Zygmunt Bauman, em sua tese sobre “Instituição Zumbi”, afirma que algumas instituições, dentre elas, o Estado, não cumprem mais o papel que lhe foram atribuídas originalmente. Nesse cenário, o pensamento do intelectual faz-se presente, uma vez que a taxa de desemprego chegou a 14,9% no ano de 2021, segundo o IBGE, subindo os índices de trabalho informal.
Ademais, é explícita a falta de debate. Conforme a ativista brasileira Djamila Ribeiro: “Para pensar soluções para uma realidade, devemos tirá-la da invisibilidade”. Diante disso, a tese da pensadora dialogá com a atualidade, à medida que as adversidades da informalidade do trabalho não são divulgadas a todos os cidadãos, causando uma desigualdade social.
Portanto, infere-se a necessidade de combater a barreira presente para à ascensão da sociedade. Logo, cabe ao governo federal, em parceria com o Ministério do Trabalho e Emprego, criar um projeto de campanhas de conscientização acerca das condições de trabalho, por meio de palestras em associações de moradores e escolas, juntamente a criação de cursos profissionalizantes gratuitos, com a finalidade de extinguir as diferenças sociais, para que, assim, possa visar uma futura utopia em que a caixa de Pandora não passe de um mito.