A precarização do trabalho informal

Enviada em 09/05/2025

A CLT corresponde ao conjunto de leis que determina e garante os direitos dos trabalhadores com a carteira assinada. No entanto, no Brasil a precarização do trabalho informal está em ascensão. Sendo assim, seja porque a informalidade do trabalho é positiva para os que detém maior poder financeiro, seja porque há uma urgência dos adultos ativos em entrar no mercado de trabalho a qualquer custo, romper com esse funcionamento é díficil.

De início, é necessário analisar como a precarização é boa apenas os patrões. Segundo o filósofo Bauman, vivemos em uma modernidade líquida, em que nada é feito para durar, inclusive as relações de trabalho. Dessa forma, a mão de obra é facilmente substituída e barata, pois há uma ausência de garantias de trabalho. Assim sendo, com a falta de direitos, estas pessoas não possuem férias remuneradas e auxílio doença, promovendo uma insegurança financeira. Prova disso é de que em uma pesquisa feita pelo Data Folha, mostrou que mais de 70% dos entrevistados , que trabalham informalmente, afirmavam ter medo de ficarem doentes, já que isso implicaria em dias sem produzir e consequentemente receber. Logo, é relevante reivindicar garantias de acordos de trabalho mais humanas.

Em seguida, é preciso entender como o sistema reforça a informalidade associada com algo positivo. Com isso, de modo análogo ao construto do filósofo Platão, os trabalhadores informais estão em uma caverna com correntes, acreditando que possuem liberdade de trabalhar nos dias e horários que desejar, com uma ideia de que são seus próprios patrões, sem saber que tudo não passa de uma ilusão. Deste modo, muitos brasileiros entram na informalidade com esse tipo crença. No entanto, eles descobrem na prática que precisam trabalhar horas fixas por dia, como foi mostrado em uma reportagem do fantástico a qual mostrou que os motoristas de aplicativo trabalham em media 10 horas por dia. Logo, é importante proporcionar mais empregos formais.

Portando, o governo federal, junto aos estados, podem criar mecanismos de incentivo, como insenção de imposto, aos patrões que promovessem uma garantia mínima de direitos. Já o estado junto a Educação, podem investir na criação de empregos,como concursos, para que a o número de trabalhos formais cresça.