A presença do sensacionalismo no jornalismo brasileiro.
Enviada em 25/10/2019
A Constituição Cidadã de 1988 definiu em sua promulgação a liberdade de imprensa. Posto isso, por meio desse respaldo, aumentou indefinidamente a propagação das mídias. Contudo, muitos conteúdos divulgados se apropriam do sensacionalismo para alcançar um maior público. Desse modo, faz-se necessário uma melhor regulamentação ética e criminal para punir esses casos que podem afetar a sociedade.
Deve-se pontuar, de início, que as tragédias acabam por atrair falsos colaboradores. Nesse contexto, a partir de acontecimentos graves, muitos repórteres invadem a intimidade de cidadãos e também criam situações inexistentes para “ajudar” as pessoas a fim de se vangloriarem e angariar o máximo de receptores. Diante disso, de acordo com Immanuel kant pode surgir o Imperativo Hipotético, o qual é aquele indivíduo que prática boas ações com um determinado fim.
Ademais, a democracia pode ser afetada por essas irregularidades. Nessa perspectiva, com o crescimento das fake news, notícias falsas, os sensacionalistas ganham ainda mais força, devido essa ser uma de suas bases. Nessa lógica, em momentos eleitorais, muitos fatos inverídicos sobre políticos ficam em destaque em função de moldarem opiniões para um momento decisivo da nação. Dessa forma, questões importantes podem ser abaladas caso não haja um maior engajamento no combate dessas ações.
Diante dos fatos apresentados, elucida-se, portanto, a necessidade de se enrijecer as normas e ampliar a batalha contra essas atitudes. Nesse sentido, medidas são necessárias para a resolução do impasse, das quais merece destaque uma atuação maior do CONAR (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária) em junção com o Ministério da Educação. Tais influentes devem analisar se a ética faz-se presente nas programações e publicidades. Isso deve ser feito por meio de universitários e profissionais na área atuando em escolas e empresas esclarecendo o sensacionalismo e seus problemas, para que o povo fique ciente se há alguma irregularidade. Além disso, deve-se explanar canais de denúncia para o povo contactar aos órgãos responsáveis a propagação de notícias falsas e abusos de direitos constitucionais. Dessarte, a liberdade de imprensa, definida pela constituição, pode vigorar de forma positiva.