A presença do sensacionalismo no jornalismo brasileiro.
Enviada em 01/09/2019
É comum ocorrer divergência entre os veículos jornalísticos sobre um mesmo assunto, para ter atenção maior das pessoas que necessitam estar bem informadas, sobre o que ocorre no Brasil e no Mundo. No entanto, para atrair a maior quantidade de público, vem crescendo no país o sensacionalismo jornalístico, confundindo e mascarando a realidade ou a fantasia das notícias.
O educador e filósofo brasileiro, Paulo Freire, certa vez pontuou: " Não há saber mais ou saber menos: Há saberes diferentes". Essa frase remete para os dias atuais, a impossibilidade dos cidadãos distinguirem, quando uma notícia veiculada, é uma realidade do que está acontecendo ou é uma fantasia sensacionalista, criada para atrair atenção pública.
Somado a isso, segundo pesquisa encomendada para o estudo de jornalismo, pela Universidade de Oxford, na Inglaterra, 60% (sessenta por cento) dos entrevistados no Brasil confiam nas notícias veiculadas pelas empresas de comunicação. Tornando mais alarmante o sensacionalismo jornalístico brasileiro, fazendo pessoas acreditarem em uma realidade inexistente, fazendo assim que o público crie um pré julgamento sobre uma informação incorreta.
Pode-se perceber, portanto, a necessidade do Governo em advertir as empresas de comunicação sobre o mau que o sensacionalismo pode causar a população (respeitando o direito a informação e não intervindo no editorial jornalístico), a Mídia tem o dever de cumprir o artigo 14 (quatorze), inciso III (três) do Código de Ética jornalística. A Sociedade, necessita procurar descobrir através dos seus meios possíveis, a veracidade das informações, para assim inibir ou reduzir o sensacionalismo no jornalismo brasileiro.