A presença do sensacionalismo no jornalismo brasileiro.

Enviada em 03/09/2019

Sensacionalismo é uma prática presente no meio midiático e consiste em cobrir acontecimentos com exagero e distorção dos fatos. Seu objetivo é gerar choque e comoção e, assim, atrair um público maior. No entanto, esse método vai contra o princípio da imparcialidade do jornalismo, fere a ética da profissão e pode prejudicar as pessoas envolvidas nos eventos noticiados. Com efeito, evidencia-se a necessidade de lidar com a questão de forma que não transgrida o direto à liberdade de expressão da imprensa.

Primeiramente, é importante ressaltar que os veículos midiáticos, a exemplo de jornais, revistas, TV e blogs, são produtos. Portanto, sua principal função, além de informar, é lucrar, seja por meio de atrair consumidores ou de agradar os anunciantes.

Entretanto, a busca pelo lucro não justifica atos como manipulação dos fatos e abordagens insensíveis e invasivas. A título de exemplo, está o sequestro de Eloá, que causou comoção nacional. Esse caso foi espetacularizado pela mídia e, consequentemente, atrapalhou o trabalho da polícia.

Ademais, as práticas sensacionalistas são proibidas pelo Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros. De acordo com tal, o profissional da área tem compromisso com a verdade e as informações divulgadas por ele devem ser apuradas adequadamente e divulgadas de maneira correta e precisa.

Sendo assim, fica evidente a necessidade de diminuir a prática sensacionalista no meio jornalístico por meio de medidas coletivas. Uma vez que, pelo fato da Constituição brasileira garantir o direito à liberdade de imprensa, é difícil que as esferas governamentais interfiram nas formas da mídia conduzir seu conteúdo, visto que temem que suas ações sejam classificadas como censura. Desse modo, a melhor forma que as autoridades competentes têm de lidar com a questão é enrijecer as punições nos processos de danos morais.

Além disso, outra ação eficiente para desestimular o sensacionalismo é a mudança de comportamento do público, que pode optar por não consumir conteúdo tendencioso. Logo, a popularidade de tais veículos cairia, o que os obrigaria a diminuir ou acabar com esse tipo de abordagem. Assim, teremos no Brasil um jornalismo mais responsável  e ético.