A presença do sensacionalismo no jornalismo brasileiro.
Enviada em 18/09/2019
Na era das telecomunicações digitais é muito comum o bombardeio de informações, de todos os tipos, e obter destaque é primordial para o aumento dos lucros. Que no caso do jornalismo brasileiro tem utilizado de recursos sensacionalistas para prender o público. Nesse contexto, com tal posição adotada pelos profissionais da mídia, duas principais adversidades são criadas, a disseminação de conteúdos distorcidos e a manipulação social.
A priori, é válido destacar que a presença do sensacionalismo é algo existente desde a Segunda Guerra mundial, quando os nazistas exibiam a população alemã os campos de concentração como um lugar bom para os judeus viverem, ocultando a verdadeira realidade. Assim, em conformidade a tais práticas tendenciosas, a disseminação de conteúdos distorcidos atualmente é algo que não deve ser aceito, pois as proporções do sensacionalismo principalmente na internet está viralizando os discursos de ódio entre os internautas, de acordo com a Central Nacional de Denúncias de Crimes Cibernéticos.
Além disso, segundo a visão de Voltaire " É difícil libertar os tolos das amarras que eles veneram". Analogamente a tal pensamento, a manipulação coletiva cria bolhas sociais ideológicas, que representam as amarras ditas por Voltaire incapacitando-os de analisar todos os lados da informação. Algo que vai contra os princípios de ética profissional definido pelo Artigo 9º, Inciso II do Código de Ética dos Jornalistas brasileiros.
Torna-se evidente, portanto que é indispensável se repensar a presença do sensacionalismo no jornalismo brasileiro. Assim cabe ao Conselho Federal dos Jornalistas, combater a disseminação de conteúdos distorcidos, por meio de multas e a proibição do exercício desse ofício aos profissionais que continuarem tais práticas, que deverá algo reduzir a veiculação de conteúdos distorcidos. Dessa maneira, poderá diminuir a manipulação social, libertando o povo de suas amarras sociais e estourando as bolhas criadas pelo sensacionalismo.