A presença do sensacionalismo no jornalismo brasileiro.
Enviada em 26/09/2019
O jornalismo sensacionalista está presente na sociedade mundial desde décadas passadas, visto que na Roma Antiga relatos e anúncios já eram produzidos e exibidos nas ruas, em murais públicos, para os não alfabetizados. No fato citado, o sensacionalismo está presente no ponto da divulgação ser para os analfabetos, pois a partir dessa condição os produtores dos materiais divulgavam as notícias embasando seu ponto de vista e a população acabava internalizando como total verdade aqueles relatos. Assim, conclui-se que o sensacionalismo no meio jornalístico afeta diretamente na opinião da população e medidas de controle dessas informações divulgadas devem ser implantadas para que ocorra a redução da manipulação midiática na população.
Ainda nesse contexto, esse tipo de jornalismo faz uso de qualquer fundamento para conseguir mídia, pois o “objetivo principal é aumentar, ou manter, o número de telespectadores e leitores do anúncio para elevar seus lucros”, como afirmou Gabriella Porto em texto para Infoescola. Diante disso, percebe-se como a luta por lucros afeta a comunicação, deixando em perigo o conhecimento populacional acerca das veracidades dos fatos apresentados, pois o ponto de vista propagado pode ser manipulado para encaixar-se na opinião do autor.
Ademais, o fato citado anteriormente torna-se mais preocupante, pois, de acordo com a Universidade de Oxford, 60% dos entrevistados brasileiros em pesquisa para o estudo do jornalismo afirmaram confiar nas notícias veiculadas no meio de comunicação, ou seja, mais da metade das pessoas não duvidam ou questionam as matérias divulgadas, facilitando sua expansão diante da sociedade e reprimindo cada vez mais o poder crítico das pessoas.
Portanto, para manter segura a verdade e a integridade das notícias repassadas aos cidadãos, o Estado deve fazer parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais, UFMG, que têm destaque em seu curso de jornalismo, em que os alunos irão verificar a veracidade dos fatos antes das notícias serem publicadas. Com isso, os meios jornalísticos não ficarão mais a vontade para publicar fatos que não possuam veracidade e exaltem seus respectivos pontos de vista. Paralelamente, as escolas podem trabalhar desde o ensino fundamental o lado crítico da população, para construção de habitantes críticos e questionadores, que procurarão veracidades antes de disseminar e acreditar em determinados fatos encontrados nas mídias.