A presença do sensacionalismo no jornalismo brasileiro.
Enviada em 11/09/2019
O jornalismo se tornou ainda mais dinâmico com o advento da internet, visto que as pessoas se acostumaram com informações mais compactas e chamativas, e para se adaptar à isso, os meios de comunicação apelam para o sensacionalismo ao invés de uma notícia detalhada e isenta. Com isso a informação, os fatos, são destorcidos induzindo o leitor ao erro ou divulgando mentiras e prejudicando a percepção da gravidade de alguns fatos.
É importante ressaltar que cerca de 120 milhões de brasileiros confiam nos meios de comunicação para se informar, segundo o instituto Reuters da Universidade de Oxford, podendo, desta forma, influenciar mais da metade do país exercendo desta forma um umportante papel na cultura e na sociedade. Porém a busca por “clicks” resulta matérias partidárias travestidas de isêntas, pois, nas palavras do jornalista Augusto Nunes ‘‘o que importa é a notícia e não o fato’’, o que fere o artigo 14 inciso 3 do código de ética.
Em decorrencia da divulgação de notícias sensacionalistas pode gerar consequências para o indivíduo, por exemplo, falsas denuncias de estupro, quando divulgadas para ter mais acessos, acarreta na ‘‘destruição da vida’’ do acusado, que passa a ser odiado, perseguido e muitas vezes morto pela população. Além disso, quando os jornais apelam para notícias de crimes bárbaros, mesmo que sejam verdadeiras, faz com que a sociedade se acostume com isso e deixe de achar um absurdo, pois segundo o diretor José Padilha ‘‘se alguém desse uma facada em uma pessoa para roubar ela pararia o país (EUA).
Evidencia-se portanto que cabe ao poder legislativo criar leis que punam empresas de mídia que divulgarem notícias que sejam falsas, multando essasm impresas e exigindo a retratação de maneira clara e evidente, reservando um grande espaço no site, vídeo ou jornal, a fim de evitar a divulgação de matérias sem verificação prévia. Além disso é dever do jornalista se mantenha isento e busque a verdade para que desta forma seja uma informação e não doutrinação.