A presença do sensacionalismo no jornalismo brasileiro.

Enviada em 23/09/2019

De acordo com o filósofo John Locke ‘‘O homem é o lobo do homem’’ e ele próprio se bombardeia na vida social, econômica e política. Em analogia, nos dias atuais, vê-se situações na mídia com um papel negativo que se submetem ao sensacionalismo exagerado, com o intuito de construir uma matéria atraente para o telespectador, a fim de alcançar uma massa maior de público, que desfocam da verdadeira realidade, e que podem acarretar crises psicológicas.

Em primeiro lugar, é notório a influência da tecnologia como meio de comunicação e informação, de modo que a mídia exagere e extrapole na massa de notícias em busca do aumento da audiência. Consequentemente, as falsas simetrias e o distorcimento exploram o falso otimismo e o imaginário ao pânico social e uma condição irreal para fins políticos. Por exemplo, no Estado Novo, intitulado por Getúlio Vargas, o presidente distraia e agradava a nação através das mensagens políticas, e assim limitava a imprensa, anestesiava e alienava a população, o qual transformava o político em uma imagem heroica.

Em contrapartida, o excesso do sensacionalismo afeta a integridade psicológica do público, de maneira que passem a ser ignorantes e escravos dos relatos. O indivíduo passa a ficar violado e alienado da sociedade em que vive, e pode ser aludido a uma das características da proposta da Modernidade Líquida de Bauman. O filósofo acredita que a falta de solidez nas relações sociais interfere diretamente na capacidade emocional, moral e física da pessoa. De acordo com pesquisas feitas na Universidade de Oxford, 60% dos brasileiros acreditam na compartilhamento de informação passadas ao telespectador, onde muitos desses dados podem ser falsos.

Portando, fica claro que o exagero do sensacionalismo é extremamente ruim ao homem. O Ministério da Educação deve aumentar a grade curricular das aulas de Filosofia e Sociologia, e em parceria com psicólogos acompanhar e divulgar propagandas em redes sociais e televisão, para que a população saiba diferenciar a informação correta da errada. Só assim o pensamento do filósofo Locke poderá ser rompido.