A presença do sensacionalismo no jornalismo brasileiro.
Enviada em 15/09/2019
Promulgada em 1988, a Constituição Federal brasileira assegura a liberdade ao fluxo de informação jornalística e veda a censura. Conquanto, a constante busca por audiência no espaço midiático afeta a imparcialidade nas transmissões e, consequentemente, a credibilidade dos conteúdos repassados. Diante disso, urge a necessidade de se investir, desde a infância, no desenvolvimento da educação e do censo crítico da população, a fim de se reduzir os gerados por essa exposição enviesada.
Sabe-se que a educação é fator primordial no desenvolvimento de uma nação. Hodiernamente, estando entre as maiores economias mundiais, é racional acreditar que o Brasil possui um sistema de ensino de qualidade. Todavia, a realidade não é bem essa e o resultado desse contraste é observado na facilidade com que a grande mídia manipula a massa de expectadores. Segundo estudo feito pelo Instituto Reuters, na universidade Oxford - Inglaterra, 60% dos brasileiros entrevistados ainda confiam nas empresas de comunicação, enquanto a média mundial permanece em 43%.
Faz-se mister, ainda, ressaltar que o sensacionalismo compromete a qualidade da informação veiculada. Conforme a teoria do Enquadramento Noticioso, formulada por Gregory Bateson, os veículos de comunicação são capazes de moldar a exibição dos acontecimentos de acordo com a reação que esperam encontrar no público alvo, de modo a preterir a qualidade da notícia em favor da expectativa por uma maior audiência.
Infere-se, portanto, que os entraves para contornar essa inercial problemática se inciam no ensino de base, atualmente, de essência tecnicista. Destarte, cabe ao Ministério da Educação propor a reformulação da metodologia pedagógica em vigor, inserindo um maior número de palestras com psicólogos e pedagogos, oficinas estudantis e outras atividades extracurriculares, com o intuito de desenvolver o senso crítico dos estudantes e formar cidadãos mais preparados para filtrar informações tendenciosas e manipulativas.