A presença do sensacionalismo no jornalismo brasileiro.

Enviada em 22/09/2019

Com o objetivo de descrever as terras e os povos brasileiros ao rei de Portugal em 1500, os portugueses recém chegados ao Brasil fizeram escritos, muitas vezes fantasiosos, que marcariam posteriormente a literatura quinhentista. Os anos passaram, transformações ocorreram na maneira de difundir informações e hodiernamente a sociedade busca notícias locais e mundiais através da televisão, rádio, internet, com o objetivo de inteirar-se dos acontecimentos e formar opinião. Porém, muitas vezes esses veículos utilizam-se de manchetes sensacionalistas, disseminam relatos tendenciosos que causam falhas e prejudicam uma análise crítica dos cidadãos e também a confiabilidade nos fatos.

Em primeiro plano, é importante salientar que esse exagero presente na comunicação em massa, aumentam a audiência dos leitores ou telespectadores. De acordo com pesquisa realizada pelo Instituto Reuters, da Universidade de Oxford, 60% dos brasileiros confiam nas informações que circulam na imprensa da nação. Sendo esse um número expressivo, uma vez que notícias falsas forem veiculadas, podem influir negativamente no comportamento do indivíduo e até acarretar prejuízos no convívio social.

Em contrapartida, uma parcela da população já têm se conscientizado a respeito do sensacionalismo e notícias manipuladas, e isso provoca mudanças, uma vez que a sociedade e instituições se mostram mais aptas a identificarem conteúdos nocivos à verdade, podendo optar por não consumirem tais materiais. Além disso, a busca por várias fontes, analisando um mesmo conteúdo sob diferentes perspectivas têm sido uma alternativa cada vez mais utilizada por aqueles que se mostram desconfiados com empresas que se mostram apenas preocupadas com estratégias de vendas.

Torna-se claro, portanto, que medidas para atenuar a problemática sejam tomadas. Assim, que o Ministério da Educação crie, através das verbas governamentais, cartilhas informativas para serem distribuídas nas escolas, ensinando como filtrar notícias que não sejam imparciais, com o objetivo de incitar o pensamento crítico dos cidadãos. Ademais, que o Governo exija transparência e objetividade, denunciando relatos tendenciosos e adotando selos de verificação da veracidade dos fatos apresentados e fazendo correção de títulos mal colocados nas manchetes. Dessa forma o desenvolvimento do jornalismo brasileiro reconquistará gradativamente sua credibilidade e garantirá informação de qualidade.