A presença do sensacionalismo no jornalismo brasileiro.

Enviada em 17/09/2019

Segundo o Art.14, inc.lll do Código de ética, o jornalista deve sempre ouvir antes da divulgação dos fatos e tratar com respeito todas as pessoas mencionadas. Conquanto, a presença do sensacionalismo impossibilita que essa conduta aconteça na prática. Nessa perspectiva, esses desafios devem ser superados de imediato para que uma sociedade integrada seja alcançada.

A educação é o fator principal no desenvolvimento de um País. Hodiernamente, ocupando a nona posição na economia mundial, seria racional acreditar que o Brasil possui um sistema público de ensino eficiente. Contudo, a realidade é justamente o oposto e o resultado desse contraste é claramente refletido na falta de ética. De acordo com a Revista Época Negócios, Brasil registra segundo maior índice de confiança na mídia, perdendo só para a Finlândia.

Faz-se mister, ainda, salientar a falta de cobertura jornalística como impulsionador do problema. De acordo com Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, a falta de solides nas relações sociais, econômicas e políticas é a característica da “modernidade líquida” vivida no século XXI. Diante de tal contexto, grande parte dos jornalistas ignoram o Art.14 do Código de ética, se tornando profissionais inconfiáveis, quando na verdade deveria ser o profissional mais confiável, já que é o porta voz da população.

Infere-se, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de politicas que visem à construção de um mundo melhor. Cabe aos próprios passar informações mais seguras aos telespectadores através de perguntas bem formuladas, mais informações e uma pesquisa mais profunda sobre a reportagem. Dessa forma, o Brasil poderia superar a falta de ética.