A presença do sensacionalismo no jornalismo brasileiro.

Enviada em 23/09/2019

A presença de um público sensacionalista no jornalismo brasileiro

A modalidade sensacionalista de jornalismo surgiu na França por volta de 1560 com o objetivo de aumentar a quantidade de leitores dos jornais impressos e assim aumentar o preço de seus espaços de anúncios, elevando seus lucros.

O jornalismo sensacionalista possui um discurso emocional e supérfluo voltado para a exibição de notícias repetidas e trágicas como a criminalidade, assassinatos e desastres naturais. Com imagens impactantes e textos apelativos os meios de comunicação prendem a atenção do leitor e torna a notícia um produto da mídia, extremamente comercial. As notícias publicadas são filtradas de acordo com sua rentabilidade e os veículos de informações têm sua autonomia regida pelas leis do comércio.

Embora o jornalismo sensacionalista seja um interesse do mercado moderno, ele existe porque existe um público que absorve as notícias veiculadas por esta modalidade jornalística. Este público sedento por tragédias e dramas são constantemente alimentados por notícias selecionadas por jornalistas que esquecem os princípios éticos de sua formação e distorcem os fatos ou publicam-nos de forma incompleta.       Desse modo, o sensacionalismo jornalístico como meio de publicidade mercadológica não deixará de existir. O que se pode fazer é preparar e conscientizar o público ao qual ele se destina para discernir entre informação e sensacionalismo. O Estado deve veicular propagandas que visem educar a população sobre essa modalidade jornalística e juntamente com os órgãos que regulamentam o exercício dos profissionais da área do jornalismo fiscalizar a atuação desses profissionais.