A presença do sensacionalismo no jornalismo brasileiro.
Enviada em 20/09/2019
“O ser humano não teria alcançado o sensacionalismo no jornalismo do país se, repetidas vezes, não tivesse tentado crescer o público dos jornais à custa de alteração de informação jornalística”. Com essas palavras, Max Weber, sociólogo alemão, afirma que o sensacionalismo jornalístico, mas também, posteriormente à quebra de paradigmas, é necessária a insistência, por parte de um grupo social, na tentativa da sociedade observar, por outro ângulo, os benefícios de não só averiguar a veracidade da informação jornalística, mas também averiguar o método de apresentação da informação reproduzidas nos jornais pelos integrantes dessa mesma sociedade.
Primeiramente, cabe destacar que a carência de pessoas comprometidas em cooperar com a averiguação da informação jornalística resulta em danos colaterais aos indivíduos da sociedade devido à debilitação da natureza social do ser humano. Acerca dessa premissa, pode-se delinear um paralelo com a filosofia aristotélica do século V a.C, segundo a qual “o ser humano é um animal político e social”: o que se vê hoje é que há propagação de notícias jornalísticas sensacionalistas em grande maioria das mídias de comunicação ao ponto de influenciar a consideração do brasileiro em confirmar a veracidade das informações jornalísticas, haja vista que segundo a Universidade de Oxford, cerca de 60% dos brasileiros consideram as notícias jornalísticas verdadeiras.
Paradoxalmente, o ser humano, o qual é considerado como um ser racional, está inserido em uma dicotomia: ao mesmo tempo em que está à procura de desenvolver a saúde humana por meio de vacinas e remédios. No entanto, ele deixa a desejar no que se refere à procura da notícia jornalística por completo para que a opinião dele seja construída sem ser influenciada pelas mídias de comunicação, haja vista que segundo a Revista Época, o brasileiro ainda apresenta a confiança nos jornais do país, a qual desestabiliza a sociedade por causa da propagação de informações alteradas prejudiciais para contribuir com a difamação das pessoas cada vez mais.
Portanto, a presença do sensacionalismo no jornalismo deve ser combatida com a iniciativa do Ministério da Educação, em parceria com as escolas, psicólogos e o Ministério Público, em realizar a implementação de debates socioeducativos e ouvidorias, por meio de palestras psicopedagógicas, a respeito dos principais métodos de identificar as notícias jornalísticas alteradas em virtude do sensacionalismo presente nos jornais, além da propagação de folhetins relacionados aos prejuízos resultados da presença do sensacionalismo no jornalismo, para que possa haver um trabalho de transformação na mentalidade dos brasileiros em relação à averiguação da veracidade da informação nas notícias jornalísticas para prevenir o brasileiro ser influenciado pelas mídias de comunicação.