A presença do sensacionalismo no jornalismo brasileiro.
Enviada em 17/09/2019
É notório que o jornalismo vive das vendas de suas reportagens, porém para conseguir obter cada vez mais leitores/telespectadores ou mantê-los fiéis aos seus veículos informacionais, busca-se de todas as formas impactar e chamar à atenção dos seus consumidores. Dentre tantos fatores relevantes, destacam-se: o despreparo dos escritores e a concorrência entre os meios de comunicação por uma maior audiência.
De acordo com a Constituição Brasileira de 1988 a única profissão que não exige diploma para exercer a atividade profissional, é o jornalismo, logo, qualquer pessoa independente do seu grau acadêmico está apta a divulgar informações. Tornando isto um grande risco a sociedade, pois estes escritores não conhecem a ética da profissão e por vezes pensam somente na comercialização de suas reportagens, escrevendo notícias sensacionalistas que vendam. Sendo assim, o governo federal deveria exigir ao menos por meio de lei, que haja um responsável - graduado na área - por aqueles que não são portadores do diploma de jornalismo.
Na busca incessante pelo topo nas vendas e na captura de mais leitores/telespectadores os escritores transpassam por vezes dos limites e escrevem não apenas de forma sensacionalista, mas também “fake news”. Ainda, convém lembrar dos inúmeros casos propagados de mortes de pessoas famosas de maneira sensacionalista, apenas com o intuito de alavancar a audiência dos seus canais midiáticos. Dessa forma, para combater as notícias falsas, emissoras como a TV Globo, por exemplo, criou o “Fato ou Fake”, onde a partir de uma notícia suspeita uma outra é divulgada para autenticar a veracidade da informação ou desmascará-la.
Conclui-se então, que existe sim um despreparo por parte dos escritores, da mesma maneira que há buscas constantes por maiores audiências, ocasionando em um jornalismo sensacionalista. Portanto, um pontapé inicial já foi dado pela TV Globo no combate a este tipo de notícia, porém a ajuda do Congresso Nacional na formulação de leis que impeçam a circulação dessas notícias sensacionalistas é imprescindível.