A presença do sensacionalismo no jornalismo brasileiro.

Enviada em 17/09/2019

1938, milhões de ouvintes da rádio Columbia, nos Estados Unidos, entraram em pânico ao ouvirem que marcianos haviam invadido a Terra. Na realidade, tratava-se de uma ficção narrada por Orson Wells baseado no livro “Guerra dos Mundos”. Fora da literatura, no presente, algumas empresas midiáticas optaram pelo sensacionalismo, contrariando o conceito de um bom jornal. Pois esse, tem como fulcro a verdade e imparcialidade dos fatos, sem apelar para a euforia e incitação coletiva.

Em primeiro lugar, ressalta-se para a importância da liberdade de imprensa na sociedade democrática. Esse fato passou a ter relevância a partir do nascimento do Iluminismo, no século XVIII. À época, a Igreja e os Estados Absolutista controlavam a vida de todos. Desde então, luta-se para manter um imprensa imparcial e fiel a notícia. Contudo, em razão da liberdade que há nos países democráticos, alguns meios de comunicação escolheram, como nicho de mercado, formas menos ortodoxa de fazer jornalismo. Usam como estratégia de conquista, a mídia apelativa que aflora os sentimentos de revolta, dor e, algumas vezes, ódio.

Outrossim, a cultura dominante imposta à sociedade brasileira a fez apreciar notícias com requintes de exageros. Nesse contexto, o filósofo Max Horkheimer, da escola de Frankfurt, cunhou o termo “Cultura de Massa” para explicar como a industria da cultura; formada por grandes jornais, emissoras de televisão, cinema, apropria-se do gosto dos indivíduos para produzir obras que atendam a esse gosto. Nesse espectro, aparece aquele que faz do sensacionalismo uma forma de  lucrar.

Infere-se, portanto, que a sociedade deve ser incentivada a optar por bons veículos de comunicação. Com esse fim, cabe ao Ministério da Educação, que é responsável pela formação moral e intelectual dos brasileiros, investir nas escolas. Para isso, deverá fazer filmes curtos para passar em sala de aula e na internet desconstruindo os temas sensacionalistas de grande repercussão. Dessa forma, poder-se-á preparar a sociedade para apreciar o que realmente importa, sem a ilusão e ódio.