A presença do sensacionalismo no jornalismo brasileiro.

Enviada em 25/09/2019

Na sociedade contemporânea, a população brasileira se informa cada vez mais sobre as notícias, sejam elas através de tv, jornal, rádio ou internet. No entanto, diariamente o brasileiro se depara com o sensacionalismo por parte da mídia, seja em manchetes tendenciosas ou na repetição de matérias, buscando atrair o público na busca por maior audiência, prejudicando a formação de opinião das pessoas, além de induzir a população a um mesmo pensamento.

Sendo assim, faz-se necessário mudanças, tendo em vista que ver muitas notícias ruins podem levar a um ciclo de tristeza, podendo virar caso de saúde pública, segundo pesquisas feita pela Universidade da Califórnia. Ademais, outro fator que corrobora para que haja mudanças, é que segundo uma das pesquisadoras, a psicóloga Roxane Cohen Silver, a cobertura midiática de eventos, alimentada pelo ciclo de notícias de 24 horas e pela proliferação de tecnologias móveis, é muitas vezes repetitiva e pode conter imagens gráficas, vídeos e histórias sensacionalistas, estendendo o impacto a populações além das pessoas diretamente envolvidas.

Nesse contexto, percebe-se a gravidade do sensacionalismo na vida das pessoas, e no Brasil o problema é grave, pois segundo informações do Jusbrasil, um apresentador de tv, José Luiz Datena, foi condenado por sensacionalismo, mostrando o quão escancarado é o problema em território brasileiro.

Sob essa ótica, urge mudanças imediatas por parte do Governo, especificamente do Ministério da Educação, na qual junto as escolas, fazendo o uso de palestras e aulas, através de professores, psicólogos e jornalistas, explicando aos alunos como identificar notícias sensacionalistas e saber a hora de parar, para que o excesso não faça mal a saúde das pessoas. Outra providência seria feita pelos deputados e senadores, criando leis que multem os meios de comunicações que utilizarem de sensacionalismo exagerado ou informações falsas.