A presença do sensacionalismo no jornalismo brasileiro.

Enviada em 23/09/2019

Durante a revolução francesa, Jean-Paul Marat usou do sensacionalismo para manipular as pessoas e promover um estado de Barbárie.Analogamente,o Jornalismo brasileiro utiliza dos suplícios ,de cunho psicológico, para remoer  sentimentos morais da população, a fim de obter “visualizações” ,prestando um verdadeiro desserviço às leis penais do Brasil.                                                                                            De acordo com o jurista e iluminista Cesare Beccaria,as leis  devem ser aplicadas em observância da razão,em detrimento às emoções , e as penas devem ser aplicadas a fim de que não ocorram novos  crimes e ,além disso,o suplício,dor moral ou psicológica infligida a alguém  para obter confissão,deve ser evitado,pois o inocente tem tudo a perder e o culpado tudo a ganhar.Nessa lógica, o jornalismo brasileiro,ao se utilizar do suplício para se autopromover, presta um desserviço à  sociedade e ao Código Penal brasileiro,por contribuir para um estado de barbárie,estado que contribui para a anomia e criminalidade, quando o jornalista,ao qual não incumbe julgar ou investigar,antecipadamente  e sem o devido processo legal, aplica o suplício a determinado  suspeito  por  ter praticado tal  crime,sujeitando-o ao linchamento moral,praticado pela sociedade civil,antecipadamente.No entanto,sendo o suplício equiparado a tortura,condenada pela Constituição Federal,as instituições democráticas encontram-se em estado de omissão por não combater tal ato,indo de encontro ao ordenamento jurídico.                                                    Consequentemente, diante de um “julgamento” feito  pelos veículos de propaganda,em busca da autopromoção,os acusados são usados,com o aval do Estado brasileiro, em um verdadeiro espetáculo de horrores,onde o infrator é submetido à torturas psicológicas e,diante da pressão,confessa fatos para simplesmente se livrar de tal situação.Assim,as ações irresponsáveis do sensacionalista jornalismo brasileiro,podem levar ao assassinato do suspeito ,ou à lesão física do mesmo,como no caso linchamento do pai de um jovem falsamente acusado de estupro na Argentina,segundo o jornal G1. Entretanto,o ordenamento jurídico brasileiro também prevê que não pode haver censura.                                                                 Em suma, são necessárias ações legais,sem prejuízo a liberdade de imprensa.Portanto,o “julgamento moral” da sociedade deve aguardar até que se esclareça os fatos e a justiça cumpra seu papel constitucional.Para isso,Estado,por meio de súmula a ser editada pelo  Supremo Tribunal Federal,deve proibir a entrevista de suspeitos de praticarem crimes até o trânsito em julgado do processo,para garantir  o direito ao contraditório e evitar possíveis situações sensacionalistas,praticadas pela imprensa brasileira.Desse modo,se evitará o sensacionalismo dos jornais,com o esclarecimento dos fato, os suplícios,formas de tortura, não serão mais praticados  e isso refletirá em uma sociedade que preza pela verdade e segue as leis.